O rotativo do cartão de crédito mudou. E agora?

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24 de abril de 2017

O rotativo do cartão de crédito mudou. E agora?

Receber uma fatura de cartão de crédito salgada no fim do mês e poder pagar um valor mínimo, sem prazo para quitar o total da dívida, tem preço e ele é altíssimo. Quem já recorreu ao rotativo do cartão de crédito sabe muito bem o quanto custa.
Com os juros elevados que eram cobrados de quem optava por pagar o mínimo, a dívida só crescia e, muitas vezes, se tornava impagável. Para solucionar a situação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) resolveu interferir, impondo um limite de 30 dias para uso do rotativo.
O novo regulamento já completou um mês em vigor e, se você usou o rotativo neste período, chegou o momento de se adaptar. A mudança diminui o custo da dívida, mas ainda é muito caro pagar só o mínimo da fatura. Continue a leitura e saiba mais!

A bola de neve do cartão de crédito

Pelas regras antigas do cartão de crédito, as administradoras permitiam que apenas uma pequena parte da dívida fosse paga. O restante poderia entrar no crédito rotativo e ser rolado indefinidamente.
Na expectativa de encontrar uma situação futura que permitisse quitar a dívida, quem recorria a esta opção acabava se envolvendo em uma bola de neve. Afinal, a taxa de juros chega a superar 500% ao ano no rotativo, o que complica ainda mais a situação.

 

As novas regras para o rotativo do cartão de crédito

Pelas novas regras o consumidor só pode pagar o mínimo da fatura uma única vez. Se em 30 dias ele não fizer a quitação do total da dívida, então, deverá optar pelo parcelamento. No parcelamento os juros são mais suaves do que os do rotativo, e estão girando entre 1% ao mês e 10% ao mês, dependendo do banco.
Ainda assim, é preciso ter muita atenção, afinal, além dos juros, existem outras cobranças, que podem onerar a dívida em 300% ao ano ou mais, dependendo da instituição. Como existe a possibilidade de pagar em até 24 parcelas, os parcelamentos de longo prazo continuam configurando uma armadilha.

Uma opção prática para as compras

Quem enxerga o cartão de crédito como uma forma de pagamento consegue usufruir o que há de melhor neste recurso. Com ele, carregando pouco dinheiro, é possível fazer pagamentos de maneira muito prática, inclusive em viagens.
Também fica fácil ter um controle completo sobre os gastos, uma vez que a fatura registra quando e onde uma despesa foi feita e quanto ela representou. Além disso, quando não há cobrança de juros ou quando os juros são razoáveis, também dá pra fazer compras parceladas de maneira muito tranquila, até pela internet.
Porém, quem precisa recorrer ao dinheiro de uma instituição financeira, deve buscar alternativas fora do cartão de crédito.

As alternativas para pagamento das dívidas do cartão de crédito

Se você está numa situação de dívida com o seu cartão, a primeira atitude deve ser evitar ao máximo utilizá-lo, mesmo que o seu limite ainda permita. Se a dívida está acima das suas possibilidades de pagamento, também vale a pena buscar uma renegociação com a administradora, tentando uma saída menos onerosa.
Se a única alternativa for o parcelamento, procure se inteirar sobre os juros cobrados. A eles devem ser acrescidas as demais taxas e a tributação, compondo o Custo Efetivo Total (CET) da dívida. O CET representará o quanto você realmente pagará pelo que deve.
Em seguida, compare o CET com as taxas cobradas por empréstimos no próprio banco ao qual o seu cartão está vinculado, ou fora dele. Provavelmente, você vai encontrar linhas de crédito com juros mais baixos do que os cobrados pelo cartão.
O crédito pessoal, por exemplo, costuma ser uma opção com taxas de juros menores. Ou, ainda, experimente pesquisar o consignado, com desconto direto na folha de pagamento, e taxas de juros mais competitivas.
Existem ainda as cooperativas de crédito, que cobram pouco mais que 2% ao mês por empréstimos. Pode ser mais interessante você assumir um financiamento desses para quitar o cartão de crédito.
Fonte: guiabolso

 

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